Diferença entre os dados de emprego do Caged e PME

Nos dois últimos dias foram divulgados os dados de emprego do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Pesquisa Mensal  de Emprego (PME) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar de os dados envolverem o mercado de trabalho eles são metodologicamente diferentes, logo trazem resultados também diferentes, por isso não são passíveis de comparações.

O Caged foi criado em 1965 para acompanhar e fiscalizar o movimento do trabalhador regido pela CLT, e também observar quando este sai da condição de trabalhador e vira desempregado. Assim, acompanha toda a movimentação de entrada e saída, admissão e desligamento do indivíduo na empresa. É um indicativo do trabalho formal; as informações são enviadas pelos estabelecimentos, os empregadores.

Os empregados do setor público não são contemplados pelo Caged por estarem sob a égide de outro estatuto bem como os prestadores de serviços ligados a sindicatos.

Dependendo do período de referência o número de empregados pode coincidir com o número de admissões, mas pode divergir se a pessoa tiver mais de um emprego na data de referência.

A Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo IBGE trata de indicadores sobre a força de trabalho além de refletir os efeitos da conjuntura econômica sobre o mercado de trabalho.

A pesquisa teve início em 1980 e desde então passou por algumas revisões metodológicas principalmente para adequação às recomendações da Organização Internacional do Trabalho.

Ela é desenvolvida a partir de uma amostra mensal de domicílios de seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Enquanto no Caged as empresas são as informantes dos dados, na PME são realizadas entrevistas com todas as pessoas de 10 anos ou mais com algum tipo de atuação no mercado de trabalho nas regiões supracitadas. Diferentemente do Caged, a PME inclui no processo de pesquisa trabalhadores formais do setor público e privado, trabalhadores informais: sem carteira assinada e autônomos, familiares sem remuneração, empregadores e trabalhadores domésticos. Daí o conceito pessoa ocupada.

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